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Já pensou em viajar para um país onde você pode ver os maiores e mais diversos animais do mundo, entrar em cavernas, passar por montanhas e praias e, ainda, aproveitar visuais incríveis apreciando um bom vinho?
Pois é, estas foram algumas das experiências que vivemos na África do Sul e que queremos compartilhar com você neste post.
Sobre a Viagem
- Duração: 16 dias
- Data: 26/08/2025 – 11/09/2025
- Estação: Final do Inverno/Início da Primavera
Nossa viagem começou antes mesmo de embarcarmos. Durante o planejamento, percebemos a importância de ter internet disponível o tempo todo, principalmente por conta dos longos deslocamentos de carro. Por isso, contratamos o eSIM internacional da Airalo, que se mostrou uma excelente escolha durante toda a viagem. Além do ótimo custo-benefício, o serviço funcionou super bem. A Airalo oferece diferentes tipos de pacotes, e tanto a ativação quanto o uso são muito simples. Clique aqui para conferir as opções disponíveis e entender melhor como funciona o eSIM.
Com tudo organizado, partimos para a África do Sul em um voo de aproximadamente 8h30 de São Paulo até Joanesburgo, seguido de um voo interno até Porto Elizabeth. Foi ali que alugamos um carro para dar início à Garden Route, considerada uma das estradas mais bonitas do mundo.
🚗 Dica importante sobre dirigir na África do Sul
Na África do Sul, o trânsito funciona no sistema de mão inglesa, ou seja, o volante fica do lado direito do carro. Isso também significa que os comandos internos — como setas, limpadores de para-brisa e até a alavanca de câmbio — são invertidos em relação ao que estamos acostumados no Brasil.
Nos primeiros quilômetros é normal se sentir confuso, mas nada que paciência e atenção não resolvam. Dirija devagar, mantenha a calma e logo você se acostuma. Depois disso, dirigir pelas estradas sul-africanas (que são muito boas!) se torna parte da experiência — inclusive porque é bastante comum avistar animais, como babuínos, no acostamento.
Para esse tipo de roteiro, alugar um carro faz toda a diferença. A GetRentacar permite comparar ofertas de diferentes locadoras em um só lugar, facilitando a busca por bons preços e condições adequadas ao seu plano de viagem.
Se você pretende alugar um carro na África do Sul, vale a pena fazer uma cotação na plataforma e avaliar se é a melhor opção para o seu roteiro.
Garden Route – 4 dias
Com o carro em mãos, iniciamos a viagem pela Garden Route (Rota dos Jardins), que oficialmente começa na Storms River Bridge — uma das pontes mais altas do mundo — e termina em Mossel Bay, no Oceano Índico.

No nosso roteiro, além de prolongarmos a rota até Cape Town, também fizemos um desvio para Oudtshoorn, como você verá a seguir.
Ao todo, foram 4 dias de estrada, com pernoites em:
- Oudtshoorn
- Mossel Bay
- Hermanus
- Stellenbosch
🗓️ Dia 1 — Porto Elizabeth → Oudtshoorn
Saímos de Porto Elizabeth e fizemos nossa primeira parada na Storms River Bridge. Em seguida, visitamos dois santuários próximos:
- Monkeyland, de macacos e primatas
- Birds of Eden, de aves






Depois, almoçamos no The Lookout Deck, em Plettenberg Bay, um restaurante com uma vista linda para o mar. À tarde, fizemos uma trilha na Reserva Natural Robberg, onde avistamos focas e assistimos a um pôr do sol espetacular.




No fim do dia, seguimos até Knysna, jantamos no Drydock Food Co, no Waterfront, e depois continuamos viagem até Oudtshoorn, onde dormimos no Karoozin Village.
Outra boa sugestão de pernoite é a cidade de Knysna. Nós passamos por lá apenas para jantar, mas foi o suficiente para perceber como a cidade é bonita e agradável, além de oferecer diversas opções de passeios, restaurantes e hotéis.
🗓️ Dia 2 — Oudtshoorn → Mossel Bay
Saímos bem cedo do hotel para ver suricatos com a Meerkat Adventures. Em seguida, visitamos as impressionantes Cavernas Cango, conhecidas pelas enormes formações de estalactites e estalagmites.




Depois, seguimos para Mossel Bay para fazer o passeio Point of Human Origins, que precisa ser agendado com antecedência. Neste passeio, você faz uma trilha leve com um visual incrível até chegar em uma caverna onde foram encontrados alguns dos vestígios mais antigos da civilização moderna.



À noite, jantamos no Carola Ann’s e dormimos no Accommodation Mossel Bay Garden Route.


🗓️ Dia 3 — Mossel Bay → Hermanus
Saímos cedo em direção a Hermanus para fazer um safári marinho, passeio de barco em busca dos “Big 5” do mar: baleias, tubarões, golfinhos, pinguins e focas. O passeio foi realizado em Gansbaai, com a agência Marine Dynamics, agendado pela plataforma Get Your Guide.
⚠ ️ Importante: o avistamento de todos os animais não é garantido. No nosso caso, vimos todos, exceto golfinhos.








Depois, visitamos um santuário de pinguins africanos, onde acompanhamos a sua alimentação e os cuidados antes da reintrodução na natureza.


No fim da tarde, passeamos pelo centro de Hermanus, visitamos a feira de artesanato e caminhamos na orla e no Cliff Path, onde tivemos a sorte de ver baleias saltando ao pôr do sol — um espetáculo inesquecível.




Jantamos no Fusion, no Waterfront, tomamos sorvete no Gelato Mania e dormimos no 13 on 2nd Hermanus.
🗓️ Dia 4 — Hermanus → Stellenbosch
Como era sábado, começamos o dia no Hermanus Country Market, uma feira local ao ar livre com ótimas opções de comida, artesanato e produtos regionais. É um ótimo lugar para tomar café da manhã ou almoçar, mas vale chegar cedo, já que o mercado fecha no início da tarde.
Depois, paramos em Betty’s Bay, na praia dos pinguins. Neste local há a opção de passeio gratuito e passeio pago, sendo que, neste último, é possível avistar os pinguins em maior concentração. Optamos pelo caminho gratuito e, mesmo assim, conseguimos observá-los de muito perto.



Seguimos então para Stellenbosch, cidade universitária famosa pelas vinícolas. Fizemos degustação em:
- Waterford Estate (com chocolates)
- Clos Malverne (com sorvete)
Também visitamos outras vinícolas belíssimas, como Peter Falke, Rust en Vrede e Tokara.
⚠️ Importante: se você quiser garantir a experiência de degustação e/ou aproveitar um almoço ou jantar em alguma vinícola, o ideal é fazer a reserva com antecedência.



Finalizamos o dia com uma caminhada pelo centro da cidade, jantar no Rome in a Bite e sobremesa na Moro Gelateria. Dormimos no Lauradale Accommodation.
Cidade do Cabo (Cape Town) – 5 dias
Saímos de Stellenbosch e dirigimos cerca de 40 minutos até Cape Town, onde ficamos no total 4 dias e, no quinto dia, retornamos a Porto Elizabeth.
🗓️ Dia 5 — Table Mountain e Waterfront
Ao chegarmos em Cape Town, fomos direto para a Table Mountain (“Montanha da Mesa”), uma das atrações mais famosas da cidade, que recebe esse nome por conta do seu topo plano e reto, lembrando o formato de uma mesa quando observada à distância. O ideal é visitá-la em um dia sem nuvens ou com pouca nebulosidade, já que, quando o topo fica encoberto pela chamada “table cloth” — um fenômeno em que as nuvens se acumulam sobre a montanha — a visão da cidade e do entorno fica bastante comprometida.
É possível estacionar o carro no próprio estacionamento deste ponto turístico e, a partir desse estacionamento, utilizar uma van gratuita que faz o trajeto até a entrada do teleférico. Apesar de também existirem trilhas para subir a montanha, escolhemos ir de teleférico e não nos arrependemos. Durante a subida, o chão do teleférico gira automaticamente, permitindo que todos apreciem a vista em diferentes ângulos — achamos super democrático!




Passamos boa parte do dia no topo explorando as trilhas e mirantes. No fim da tarde, fizemos check-in no CURIOCITY Green Point e seguimos para o Waterfront, onde jantamos no Time Out Market, que é tipo um mercado gastronômico, com diversos restaurantes de diferentes tipos de cozinha, para todos os gostos.


🗓️ Dia 6 — Praias, pinguins e Cabo da Boa Esperança
Visitamos a praia de Muizenberg, famosa pelas casas coloridas dos surfistas e pelas bandeiras de alerta de tubarões. Depois, fomos à Boulders Beach, onde optamos novamente pelo acesso gratuito e vimos muitos pinguins bem de perto.




Seguimos então para o Cabo da Boa Esperança, um dos pontos mais emblemáticos da África do Sul, localizado dentro do Parque Nacional da Table Mountain. Esse local histórico marca uma das extremidades do continente africano e ficou famoso por ter sido, durante séculos, uma importante rota de navegação entre os oceanos Atlântico e Índico.
Após chegarmos de carro, fizemos uma trilha curta até um mirante impressionante, onde o vento é forte e o mar extremamente agitado. A sensação de estar ali é de imensidão e liberdade, e o visual é simplesmente inesquecível.



Na volta, percorremos a Chapman ‘s Peak Drive, uma estrada cênica espetacular, cheia de mirantes.


À noite, jantamos no Gold Restaurant, onde vivemos uma verdadeira experiência cultural e gastronômica. O jantar inclui a degustação de 14 pratos típicos de diferentes países do continente africano, acompanhada por apresentações de música e dança tradicionais, além de uma animada aula de tambores (“djembe”). Sem dúvidas, é uma experiência imperdível e que merece entrar no seu roteiro se estiver planejando uma viagem para Cape Town.
⚠️ Importante: para garantir a experiência no Gold Restaurant, é necessário fazer reserva com antecedência.




🗓️ Dia 7 — História e pôr do sol
Neste dia, fizemos dois free walking tours: Conhecendo Bo-Kaap e Apartheid e o Caminho para a Liberdade.
O primeiro teve como foco o bairro de Bo-Kaap, onde pessoas escravizadas vindas da Indonésia, Malásia e partes da Índia viveram durante a colonização holandesa e britânica. A região abriga a mesquita mais antiga do país, datada de 1790, e é marcada pelas casas coloridas, que simbolizam a celebração do fim da escravidão. O bairro também é reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco.

Já no segundo tour, aprofundamos o contexto histórico do Apartheid, passando por locais emblemáticos, como a igreja anglicana onde ocorriam reuniões secretas de ativistas, um memorial com bancos separados para “white” e “non-white people” — retratando a segregação racial — e o District Six, área conflituosa, por ter a sua população removida à força durante o Apartheid. O passeio terminou na praça onde Nelson Mandela fez seu primeiro discurso público após ser libertado.



Ambos os tours valeram muito a pena, não só pelo conteúdo histórico, mas também pela abertura do guia em esclarecer dúvidas e promover reflexões profundas sobre a história do país.
Depois, seguimos para o Waterfront com a intenção de visitar a Robben Island, mas os ingressos já estavam esgotados. Para não ficar de fora, garantimos a visita para o dia seguinte.
⚠️ Atenção: recomendamos fortemente que você se programe e compre o ingresso para a Robben Island com antecedência, pois a procura é grande e as vagas costumam se esgotar rapidamente.
Como não foi possível visitar a Robben Island naquele dia, aproveitamos para curtir com calma o Waterfront, onde almoçamos no restaurante Quay Four. Em seguida, seguimos para o mirante da praia de Camps Bay para assistir a um lindo pôr do sol à beira-mar e, para fechar o dia, fomos ao Mojo Market, um espaço animado, com música ao vivo, várias opções de comida e um clima descontraído que gostamos muito.


🗓️ Dia 8 — Robben Island
No quarto e último dia em Cape Town, finalmente fomos para a Robben Island, um local histórico reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, que ganhou notoriedade por ter abrigado uma prisão de segurança máxima durante o regime do Apartheid, onde muitos presos políticos foram encarcerados, inclusive o Nelson Mandela. O passeio sofreu um atraso de cerca de 30 minutos, algo que parece ser relativamente comum, e acabamos aguardando em pé na fila. Assim que os portões foram abertos, embarcamos para a travessia de barco até a ilha, que durou aproximadamente 40 minutos.
Ao chegarmos, seguimos em um ônibus que percorreu os principais pontos da ilha, enquanto o guia explicava a importância histórica de cada um deles. Em seguida, visitamos a prisão por dentro, e essa parte foi, sem dúvidas, a mais marcante do passeio. O guia era um ex-prisioneiro, que compartilhou sua experiência pessoal e nos levou para espaços como a cozinha, a sala de punição, o pátio e as celas — com destaque para a cela de Nelson Mandela. É uma visita muito impactante e essencial para compreender, de forma mais profunda, as consequências do Apartheid para presos políticos.



Após o tour, retornamos de barco ao Waterfront. Já de volta, observamos algumas focas que costumam ficar na área externa e aproveitamos para entrar em lojas de souvenir em busca de lembrancinhas. Para encerrar o dia, jantamos no restaurante Willoughby, dentro do shopping Victoria Wharf, onde comemos uma comida japonesa de excelente qualidade. Este restaurante também é conhecido pelo seu delicioso malva pudding, sobremesa típica da África do Sul e que você não deve deixar de provar!


Por fim, voltamos ao hotel para organizar as malas e descansar, pois no dia seguinte retornaríamos para Porto Elizabeth.
🗓️ Dia 9 — Retorno a Porto Elizabeth
Nos despedimos da cidade de Cape Town bem cedo. A estadia por lá superou (e muito) as nossas expectativas, mas era hora de retornar ao ponto inicial da Garden Route, em Porto Elizabeth, para devolver o carro e, no dia seguinte, pegar o voo com destino a Joanesburgo.
No caminho, fizemos uma parada no Peregrine Farm Stall, que é um ótimo local para esticar as pernas, tomar um café e comprar produtos locais e artesanais.


Optamos por retirar e devolver o veículo no mesmo local, o que reduziu o valor do aluguel. No entanto, esse deslocamento acabou sendo bastante cansativo, com mais de 8 horas de estrada, e, no fim das contas, a economia não compensou tanto quanto imaginávamos.
Por isso, deixamos a dica: se for possível, considere retirar o carro em Porto Elizabeth e devolvê-lo em Cape Town (ou ao contrário, dependendo do seu roteiro) e, a partir daí, seguir de avião para Joanesburgo. Isso evita longas horas na estrada e torna a viagem bem mais confortável.
Encerramos o dia com um jantar no restaurante Something Good Roadhouse, de frente para o mar. Depois de comer, ainda demos uma passadinha na praia para colocar os pés no Oceano Índico. Para descansar, ficamos hospedadas na Beachway Guesthouse.
Rota Panorâmica – 2 dias
🗓️ Dia 10 — Joanesburgo (desembarque) e Rota Panorâmica
Chegamos cedo em Joanesburgo e, assim que saímos da área de desembarque, um funcionário da empresa Green Motion (Kenings) nos aguardava para nos levar até o estacionamento do aeroporto onde retiraríamos o carro alugado. Ao chegarmos, fomos informadas de que o veículo já estava a caminho.
Após cerca de 30 minutos de espera, avisaram que, por conta do trânsito, a entrega sofreria mais 20 minutos de atraso. No entanto, o tempo acabou se estendendo muito além do previsto e, depois de mais de duas horas de espera, conseguimos finalmente retirar o carro — um processo que acabou sendo bastante estressante.
Como forma de compensação pelo transtorno, nos prometeram o estorno de parte do valor do aluguel, algo que, até o momento, ainda não foi realizado. Apesar de tudo ter sido resolvido ao final, essa etapa da viagem não foi uma experiência positiva para nós, principalmente pela falta de organização e comunicação durante a retirada do veículo.
Por isso, caso você opte por alugar um carro com essa empresa, nossa sugestão é retirá-lo diretamente na locadora, em vez de utilizar o serviço de retirada via aeroporto, para evitar possíveis atrasos e transtornos semelhantes.
Com o carro em mãos, dirigimos por cerca de 4 horas até chegar à Rota Panorâmica, localizada entre Joanesburgo e o Kruger National Park. A região é famosa pelas paisagens montanhosas impressionantes, vistas de cachoeiras espetaculares e por sua importância histórica durante a corrida do ouro.
⚠️ Importante: ao longo da Rota Panorâmica, há atrativos gratuitos e outros pagos, sendo a maioria deles pontos de contemplação com paisagens belíssimas. Vale ficar atento a dois detalhes importantes:
1. Muitos locais não aceitam cartão, apenas dinheiro em espécie.
2. A maior parte dos pontos de visitação fecha por volta das 17h, então é fundamental se programar para chegar com antecedência e conseguir aproveitar cada parada com calma.
Por conta do atraso na retirada do carro, chegamos no fim da tarde ao primeiro ponto do roteiro, a Mac Mac Falls. O acesso é fácil: basta estacionar, caminhar por cerca de 5 minutos e você já chega a uma vista linda da cachoeira.
Depois, seguimos para o The Pinnacle Rock e após uma caminhada de menos de 1 minuto desde o estacionamento, fomos presenteadas com a vista de uma formação rochosa imponente e espetacular.
O último ponto do dia foi o God’s Window, um dos mirantes mais famosos da região, com uma vista impressionante do alto do Blyde River Canyon, na província de Mpumalanga.
No fim do dia, seguimos para a acomodação The Elements, que fica na cidade de Graskop, para o check-in. A hospedagem nos surpreendeu positivamente: ficamos em um apartamento espaçoso, com dois quartos, banheiro bem equipado, cozinha e sala de estar. À noite, jantamos no The Glass House Restaurant, um lugar super agradável, com comida deliciosa e um dono muito simpático, que rende boas risadas. Apesar de ser comum a necessidade de reserva, arriscamos e conseguimos uma mesa — fica a dica!




🗓️ Dia 11 — Rota Panorâmica e Kruger National Park
Começamos o dia em Wonder View, um mirante gratuito e de fácil acesso, onde basta estacionar o carro para apreciar a paisagem — que, no nosso caso, acabou ficando um pouco comprometida por conta do tempo nublado.
⚠️ Importante: ao longo da Rota Panorâmica, é comum encontrar vendedores locais de artesanato nos pontos de parada. Muitos abordam os visitantes para apresentar seus produtos e, caso não haja interesse em comprar, alguns podem pedir uma contribuição em dinheiro, as conhecidas tips.
Seguimos então para a Lisbon Falls e, logo depois, para a Berlin Falls, duas cachoeiras lindíssimas e bastante populares na região. Se o tempo estiver curto, vale escolher apenas uma delas, já que ambas oferecem vistas impressionantes.



Na sequência, visitamos o Bourke’s Luck Potholes, um dos lugares mais interessantes da rota. As potholes são formações naturais esculpidas pela força da água ao longo de milhares de anos, e o parque conta com passarelas e pontes que permitem observá-las bem de perto. Caminhamos pelo local por cerca de uma hora e ainda fomos surpreendidas por uma apresentação de dança tradicional logo na entrada, o que deixou a experiência ainda mais especial.
Seguimos para Lowveld View, que possui uma belíssima vista. Para chegar até lá, há uma caminhada a partir do estacionamento de aproximadamente 10 minutos.



Para encerrar a Rota Panorâmica, fomos ao Three Rondavels, um dos cartões-postais mais famosos da região. O mirante oferece uma vista espetacular do Blyde River Canyon, com formações rochosas que lembram as tradicionais cabanas africanas (rondavels), o que explica o nome. O contraste entre as montanhas, o cânion e o rio lá embaixo rende um visual incrível e faz da parada quase obrigatória.


Após esse dia intenso de visitas, seguimos viagem diretamente para o Kruger National Park, dando início à próxima etapa do nosso roteiro.
Kruger (Safari) – 4 dias
O Kruger National Park é um dos maiores parques nacionais da África, com cerca de 20.000 km² de extensão, e tem a savana como principal bioma. O parque é dividido entre a área pública e diversas reservas privadas ao seu redor.
Na parte pública, é possível fazer tanto os game drives, com guia especializado, quanto os chamados self-drives, ou seja, você percorre o parque com o seu próprio carro, dirigindo pelas estradas que cortam a savana e observando animais, como antílopes, girafas, elefantes, leões e muitas outras espécies, de forma totalmente independente.
Já nas áreas privadas, há alguns lodges que oferecem game drives próprios — safáris guiados e exclusivos, realizados em veículos do lodge. Nessas reservas, a experiência costuma ser mais personalizada, e não é possível realizar self-drives.
Durante nossas pesquisas, encontramos muitas recomendações positivas para ficar em uma reserva privada, principalmente porque o fluxo de visitantes costuma ser menor, o que aumenta as chances de observar os animais mais de perto. Além disso, os guias dos lodges se comunicam entre si quando avistam algum animal, permitindo que outros veículos se desloquem até o local e ampliando as oportunidades de avistamento ao longo dos safáris.
🗓️ Dias 12, 13 e 14 — Safáris no Kruger National Park
Ficamos hospedadas por 3 noites (4 dias no total) no Muweti Bush Lodge, localizado na reserva privada Grietjie Nature Reserve, onde realizamos 8 safáris ao todo. A experiência inclui três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) e dois game drives por dia, um ao amanhecer e outro no fim da tarde, horários escolhidos estrategicamente por serem os momentos de maior atividade dos animais predadores.
O Muweti é um lodge bastante intimista, com apenas três tendas privativas, todas equipadas com quarto, banheiro e varanda voltada para a savana. Por segurança, não é recomendado permanecer na varanda após escurecer, já que ela fica fora do perímetro protegido do lodge.
Os safáris da manhã começavam por volta das 5h45, com algumas horas percorrendo a savana, uma breve parada para um lanche e retorno ao lodge para o café da manhã. Durante o dia, era possível relaxar na piscina, no quarto ou no deck, observando os animais que se aproximavam do bebedouro em frente à pousada. À tarde, após o almoço, saíamos novamente para o segundo safári do dia, retornando ao anoitecer para o jantar. Vale destacar que a gastronomia do lodge, preparada por um chef, foi um ponto alto da estadia.




O veículo de safári do Muweti acomoda em torno de 10 pessoas, é coberto no teto e aberto nas laterais. Antes do primeiro passeio, o guia passa orientações importantes de segurança e comportamento. Os safáris são muito tranquilos, e os guias sabem exatamente como agir para garantir uma experiência segura e respeitosa com os animais.
Durante os game drives, tivemos a sorte de avistar diversos leões, elefantes, girafas, rinocerontes, hipopótamos, crocodilos, zebras, hienas, camaleões, além de diversas espécies de antílopes e pássaros.




















Na África, fala-se muito nos Big Five, que são os cinco animais mais emblemáticos da savana: leão, elefante, rinoceronte, leopardo e búfalo. Esse termo surgiu na época dos safáris de caça, para identificar os animais mais difíceis de serem abatidos, e hoje é usado como referência nos safáris fotográficos. No nosso caso, vimos leões, elefantes e rinocerontes, mas não avistamos búfalos nem leopardos.
É importante lembrar que isso faz parte da natureza: o avistamento nunca é garantido. Ainda assim, independentemente da quantidade ou do tipo de animais vistos, a experiência de observá-los livres, em seus habitats naturais, é simplesmente incrível e emocionante.
Após dias intensos e imersos na savana africana, seguimos viagem de volta para Joanesburgo, encerrando essa etapa inesquecível do roteiro.
Joanesburgo – 1 dia
🗓️ Dia 15 — Retorno a Joanesburgo
No caminho de volta para Joanesburgo, passamos por Pretória, uma das capitais da África do Sul, além de outras cidades menores, até chegarmos ao destino final já no período da noite. Após o check-in no ONOMO Hotel Johannesburg Sandton, seguimos para um passeio na Mandela Square, que tem acesso praticamente em frente à entrada do hotel.
A Mandela Square é uma área super agradável, repleta de restaurantes e lojas, além de dar acesso ao shopping Sandton City, um dos mais famosos da cidade. Para o jantar, escolhemos o restaurante Tang, onde comemos uma comida japonesa de excelente qualidade. Depois, encerramos a noite com um gelato em uma das sorveterias da praça, bem ao lado da icônica estátua de Nelson Mandela.

🗓️ Dia 16 — Museu do Apartheid e Fim da Viagem
No dia seguinte, visitamos o Museu do Apartheid, um dos principais pontos turísticos de Joanesburgo. A experiência já começa de forma bastante imersiva, possuindo um caminho para “whites” e “non-whites” que deve ser seguido de acordo com o ingresso, que seleciona os visitantes aleatoriamente. Ao longo das salas é possível ver vídeos originais, documentos e fotografias da época do Apartheid. O museu possui mais de 20 ambientes, por isso recomendamos reservar pelo menos 3 horas para a visita e para conseguir absorver tudo com calma.


Outro ponto bastante conhecido da cidade é o Museu Nelson Mandela, mas, por falta de tempo, infelizmente não conseguimos incluí-lo no roteiro.
De modo geral, Joanesburgo foi a cidade que menos conseguimos explorar, tanto pelo tempo limitado quanto pela nossa percepção de ser um destino menos acolhedor em comparação às outras cidades que visitamos. Ainda assim, acreditamos que vale a pena separar ao menos um dia para conhecê-la.
A partir dali, embarcamos no voo de volta para o Brasil, levando na bagagem as memórias incríveis dessa viagem. Aqui também deixamos o mapa no Google Maps com todos os pontos que visitamos ao longo da África do Sul, para que você possa visualizar o roteiro completo e, se quiser, salvá-lo ou utilizá-lo como base no seu planejamento.
Esperamos que este roteiro tenha te inspirado a conhecer a África do Sul, um país extremamente rico em paisagens, natureza, história e cultura. Se ficou com alguma dúvida ou quiser mais detalhes, é só entrar em contato.
Até o próximo post! 🙂
